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Nesta fase há uma grande negação do problema. O casal muitas vezes não aceita, e chega mesmo a negar a informação recebida.
Com o impacto deste acontecimento os pacientes ficam psicologicamente fracos, e geralmente, vêm os médicos e os tratamentos de reprodução medicamente assistida como “a luz ao fim do túnel”. Nestas alturas, o médico tem que ter muito cuidado e atenção ao comportamento dos pacientes, porque a idealização do sucesso dos tratamentos pode afetar a relação médico-paciente se os resultados não forem satisfatórios. Todos os sentimentos negativos causados pela falta de sucesso nos tratamentos podem ser projetados no médico e na equipa de saúde que acompanha os pacientes.
A fragilidade que esta realidade estabelece faz com que o casal crie uma grande dependência no médico e que vejam este como a sua única salvação que irá resolver todos os seus problemas. Por isso o ginecologista deve estar muito atento a este tipo de dependência emocional. É uma defesa emocional de negação da realidade muito característica desta fase, a qual demonstra uma correlação direta com quadros de depressivos posteriores.
É nesta fase de negação, que o médico também tem de ter em consideração a forma como passa a informação, e se esta é bem recebida pelo paciente, pois é nesta fase emocional que muitos dos casais distorcem a informação que recebem pois não conseguem aceitar a realidade.