Mais Fertilidade
Técnicas Acessórias
À medida que as técnicas de PMA foram se aperfeiçoando também as técnicas acessórias se aperfeiçoaram. Quando aplicadas em conjunto, podem ajudar a resolver alguns problemas.
Diagnóstico genético pré-implantatório
Consiste em proceder a uma biopsia
(1) à zona pelúcida do embrião (2) num estado anterior ao da implantação no útero. Quando o embrião tem ente 6 a 12 células, uma delas é retirada, sendo alvo de estudos genéticos, permitindo identificar assim mutações cromossómicas ou genéticas.
1- A biópsia é um procedimento cirúrgico no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório.
2- A zona pelúcida é uma membrana composta por quatro glicoproteínas que rodeiam a membrana plasmática do oócito. Inicialmente, tem a função de permitir a penetração do espermatozoide no óvulo. Após esta etapa, protege o embrião até que ele se implante no endométrio.
Crioconservação de espermatozoides
Esta técnica é geralmente utilizada em homens que pretendem vir a ser pais, mas aos quais foi diagnosticado um tumor que necessita de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia. Estes tratamentos condicionam a espermatogénese provocando infertilidade durante períodos de tempo de duração variável.
O esperma é então congelado em azoto líquido e a uma temperatura que deve atingir os -196ºC. Assim se o homem tencionar ter um filho basta recorrer a esse esperma criocongelado. Pode ser utilizado quer na Fertilização in vitro como na inseminação artificial e em tratamentos em que o ato sexual não esteja implícito mas sim os espermatozoides em si
Crioconservação de embriões
Algumas das técnicas de PMA (procriação medicamente assistida) evolvem a produção de embriões em número excessivo, relativamente aos que podem ser implantados num único ciclo de reprodução. Desta forma é possível realizar o congelamento destes embriões excedentários, colocando-os num meio próprio com uma gradual descida de temperatura até aos 196ºC.
Os embriões são posteriormente colocados num tanque de azoto líquido onde ficaram armazenados até ao momento de implantação.
Tem que se ter atenção ao momento de congelação, pois os embriões têm de ter uma desidratação lenta para prevenir a lise celular e também têm de ter uma reidratação de forma lenta para a obtenção de sobrevida celular.
O destino dos embriões excedentários constitui um problema ético, legal e social que é necessário ter em conta, pois estes podem ser utilizados num posterior implante do casal que lhe deu origem, ou podem ser doados a casais inférteis ou até mesmo utilizados para investigação.