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Fertilização in vitro (FIV)
O que é?
A Fertilização in vitro (FIV) tem como objetivo proporcionar a gravidez a uma mulher ou casal infértil. Comporta um conjunto de processos e técnicas que são usados ao longo de cerca de 2 a 3 semanas, e que resultam com a transferência de pelo menos um embrião para o útero.
Quando é que a Fertilização in vitro é necessária?
Esta técnica pode ser aplicada em casais que apresentam as seguintes situações:
Na mulher:
Obstrução das trompas;
Reserva ovárica diminuída;
Insuficiência ou falência ovárica ( podendo haver recurso a ovócitos de uma dadora).
No homem:
Espermatogénese deficiente.
Também é bastante usada em casais LGBTQIA+ que desejam constituir uma família sem terem que adotar uma criança como falamos em Mães e Pais ao quadrado aqui no nosso site.
Como se processa o tratamento?
Esta técnica é dividida em três etapas:
1. Estimulação ovárica:
Em primeiro lugar efetua-se estimulação com hormonas para obter um número de ovócitos maduros maior, visto que, uma mulher durante o seu ciclo espontâneo só desenvolve um folículo com um ovócito maduro por ciclo. Esta etapa é importante pois a probabilidade de sucesso desta técnica depende da quantidade de ovócitos que a mulher produziu.
A estimulação ovárica tem várias variantes, mas todas têm o mesmo objetivo que é respetivamente ter um grande desenvolvimento folicular, (cada qual com o seu ovócito) e impedir que estes sejam libertados antes da altura ideal.
Esta fase será a mais demorada de todo o ciclo FIV. Demora, habitualmente, entre 8 e 12 dias desde o início da medicação injetável.
2. Colheita de gâmetas e fertilização em laboratório:
No dia programado para a ovulação é feita a recolha dos ovócitos e de esperma.
A recolha dos oócitos é feita a partir de punções e aspiração folicular através de uma sonda ecográfica e com uma seringa introduzida por via intravaginal, isto pode demorar cerca de 5-15 minutos.
No laboratório, os oócitos, que foram retirados, são combinados com os espermatozoides selecionados.
3. Transferência de embrião(ões):
Passados 2-5 dias os embriões com melhor “qualidade” são introduzidos no útero por via vaginal (nunca são introduzidos mais do que 2 embriões). Quanto mais tempo demorar para introduzir os embriões melhor será a avaliação do desenvolvimento destes. Se por acaso se formaram mais embriões do que os utilizados, é possível congelá-los em azoto líquido para serem posteriormente utilizados.
Quais são os principais riscos?
Os riscos desta técnica estão associados à intervenção hormonal, a probabilidade de gravidezes múltiplas e a existência de embriões excedentários( embriões que foram originados e não foram implantados).
No Serviço Nacional de Saúde é possível fazer até três tentativas de FIV, até a mulher completar 40 anos. Nos serviços privados, não existe número limite de tratamentos, e podem ser feitos tratamentos até aos 49 anos (e/ou 59 anos do parceiro).
O sucesso do tratamento diminui com a idade da mulher.