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Raiva e Revolta

   A incapacidade de conceber um filho faz com que os casais experienciem sentimentos de vergonha, culpa e inferioridade. O que mais tarde poderá causar a sensação de inadequação, abrindo caminho para estes sentirem medo e raiva. As mulheres inférteis apresentam 25% a mais destas emoções depressivas comparando com as mulheres férteis.

   Estudos mostram que após o insucesso dos tratamentos reprodutivos, há um aumento de 50% nas alterações psicológicas no dia-a-dia dos casais. Estes casais sentem-se incompletos, há a projeção da culpa no parceiro, havendo conflitos cada vez que o tema vem á tona. Existe a ausência do prazer sexual e em alguns casos os indivíduos inconscientemente sofrem um afastamento do convívio social, chegando mesmo ao ponto de total isolamento.

   O trauma narcisista que a infertilidade provoca pode tornar-se num luto silencioso e este reflete-se na relação do casal e na interação de cada um com a sociedade. O desequilíbrio emocional aumenta a ocorrência de transtornos psicossomáticos e torna mais difícil o decorrer dos tratamentos médicos do casal.

   Nestes casos é muito comum existir a necessidade de encontrar um culpado. Os pacientes tendem a culpar o médico ou o próprio companheiro, o que pode criar uma grande crise no relacionamento. Existe ainda a possibilidade de estes sentimentos de hostilidade serem encaminhados á equipe de saúde que acompanha o processo.

   Os sentimentos de dor e sofrimento mostram a passagem da fase da ilusão, onde há a esperança de que irá aparecer uma solução fácil e magica que acabará com todos os problemas, para a fase da desilusão.

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