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Estimulação ovárica

Atualizado: 21 de mai. de 2022

Os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) muitas vezes passam por um período de estimulação ovárica, seguido de relações sexuais programadas e especificadas pelo médico que coordena o tratamento.

Na estimulação ovárica são dois os principais protocolos de tratamento: com citrato de clomifeno e com gonadotrofinas.


Com Citrato de Clomifeno

O tratamento com citrato de clomifeno é o mais adequado para a mulher com idade inferior a 40 anos e cuja a infertilidade é devida a disfunções ovulatórias tendo esta um parceiro fértil. este é o mais antigo e provavelmente o mais utilizado dos medicamentos envolvidos nos tratamentos de PMA.

O citrato de clomifeno induz os ovários a produzirem folículos (“sacos de ovócitos” que protegem e proporcionam ambiente e viabilidade para o crescimento dos ovócitos) “enganando” o cérebro, isto é, levando-o a “pensar” que existem quantidades baixas de estrogénios em circulação e desta forma estimular os ovários a produzirem mais ovócitos.

Com Gonadotrofinas

Nas situações em que o tratamento com citrato de clomifeno não funciona, poderá ser necessário o recurso a medicamentos contendo gonadotrofinas - hormonas que atuam estimulando diretamente os ovários, promovendo o desenvolvimento folicular e a produção de ovócitos.

As hormonas gonadotrofinas usadas no tratamento da infertilidade podem ser urinárias (extraídas e purificadas a partir da urina de mulheres pós-menopáusicas) ou recombinantes (sintetizadas em laboratório através da aplicação de técnicas de biologia molecular).

As duas principais gonadotrofinas são: a hormona folículo-estimulante (FSH) e a hormona luteinizante (LH), assim designadas porque exercem os seus efeitos principalmente sobre os ovários.

Nas mulheres, a FSH e a LH exercem ações distintas (embora complementares) sobre o crescimento e desenvolvimento dos folículos ováricos e sobre a síntese e secreção das hormonas ováricas mais importantes (como é o caso dos estrogénios e progesterona). A FSH estimula o desenvolvimento folicular, enquanto que a LH é a hormona mais importante na fase lútea (Tem inicio após a ovulação e termina antes da menstruação. Nesta fase o folículo fecha-se em forma de um corpo lúteo onde as células das paredes deste iniciam a produção de progesterona). Esta hormona permite a alteração no endométrio (tecido que reveste internamente o útero) permitindo a implantação do potencial embrião criando-se assim ótimas condições para o desenvolvimento do mesmo.


A utilização deste tipo de medicamentos deve ser feita sob rigorosa vigilância médica, pois o uso inadequado pode originar problemas graves, como por exemplo o Síndrome de Hiperestimulação Ovárica. Uma utilização menos controlada destes medicamentos pode aumentar o risco de ocorrência de uma gravidez múltipla (que pode trazer problemas quer para a mãe, quer para as crianças que hão de nascer). Não é aconselhável que estes medicamentos sejam administrados sem a supervisão de um médico especialista em Procriação Medicamente Assistida (PMA).

 
 
 

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