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Gametogênese

Atualizado: 22 de mai. de 2022

A gametogênese é o processo de produção dos gametas, que são por sua vez, as células responsáveis pela transferência de genes dos progenitores na reprodução sexuada. Estas células são haploides, ou seja, contêm metade do número de cromossomas presentes nas células dos organismos, no caso do sere humano contêm cerca de 23 cromossomas, para que, quando ambos os gametas se fundirem ocorra a formação de novas células por mitose com o número certo de cromossomas que o sere deve ter (46).

Existem gametas femininos e masculinos sendo a gametogénese feminina designada ovogénese e a masculina a espermatogénese. A ovogénese ocorre nos ovários já a espermatogénese ocorre nos túbulos seminíferos que se localizam nos testículos. Na gametogénese, em ambos os casos, ocorrem processos de mitose e meiose.



Espermatogénese

Ainda na vida uterina os testículos embrionários já apresentam células germinativas que darão origem aos espermatozoides. Junto à parede de cada tubo seminífero existem células designadas por espermatogónias, Estas são células diploides que se multiplicam a partir da continua divisão celular por mitose, sendo esta atividade mais intensa a partir da puberdade. Devido a intensas sínteses proteicas, duplicações do material genético e acumulações de reservas em algumas das células-filhas provenientes das divisões sucessivas por mitose das espermatogónias, estas células transformam-se em espermatócitos I, células que já estão preparadas para uma futura meiose.

As espermatogónias podem ser classificados em tipo A e B. As espermatogónias do tipo A, também por meio do processo de mitose, produzem durante toda a vida do indivíduo, novas espermatogónias. As espermatogónias do tipo B, são originadas a partir das espermatogónias do tipo A por mitose, produzindo os espermatócitos I.

Os espermatófitos primários (espermatófitos I) são originados na interfase, por meio do aumento do tamanho do espermatogónio do tipo B e duplicação de seu DNA. Estes passam depois pelo primeiro processo de divisão na meiose, dando origem a dois espermatócitos secundários (espermatófitos II). Os espermatócitos II passam pelo segundo processo de divisão na meiose e dão origem os espermatídios. Nesta divisão os dois espermatócitos II vão originar dois espermatídios cada um logo 4 espermatídios (células haploides com 23 cromossomas).

Os espermatídios sofrem, uma serie de alterações de diferenciação ( formação de característica moleculares e estruturais que refletem numa função especializada). É através dessas alterações que estas células se transformam em espermatozoides, células muito diferenciadas e altamente especializadas na fecundação de um gâmeta feminino.


Ovogénese/ Oogénese

O processo de oogénese inicia-se na vida intrauterina e engloba duas fases principais, a de crescimento e a de maturação. Esta ocorre logo no feto feminino quando ainda está em fase de desenvolvimento e só ocorre depois na puberdade quando a rapariga se torna finalmente fértil, ou seja, todos os meses um oócito maduro é libertado de um ovário (logo há todos os meses uma oogénese) e caso se encontre com um espermatozoide pode ocorrer fecundação – Fase de maturação.

Este processo inicia-se com a fase de multiplicação, em que por mitoses consecutivas, as células germinativas, oogónias, sintetizam um grande número de novas células que são designadas oócitos I

Em cada uma destas células ocorre a fase de crescimento. Nesta fase os oócitos I crescem, devido à síntese e acumulação de uma grande quantidade de materiais de reserva (proteínas, glícidos lípidos, …). É nesta fase que é ainda iniciada a duplicação do material genético, sendo depois possível dar início à meiose que é interrompida depois da prófase I.

Nesta fase do desenvolvimento do feto existe um número muito elevado de folículos primordiais, estes constituem a camada de células foliculares que envolvem o oócito I, permitindo assim, a manutenção da viabilidade e do ambiente ideal para o crescimento e maturação do oócito mantendo-se até ao final da gestação. Muitos degeneram (atresia folicular) e, no momento do nascimento, a recém-nascida poderá apresentar nos seus ovários apenas 2 milhões destas células.

Durante vários anos os ovários permanecem na fase de repouso: os folículos primordiais, encerrando os oócitos I. Estes permanecem assim até ao reinício da gametogénese, que acontecerá na puberdade.

O oócito I, no interior do folículo, continua a crescer e vai, então, retomar a meiose I, concluindo-a e formando o oócito II e uma outra célula, o primeiro glóbulo polar, mais pequena devido à desigual repartição do citoplasma entre ambos sendo depois degenerada.



Após estes acontecimentos, o oócito II inicia a segunda divisão da meiose, mas esta apenas avança até à metáfase. Esta segunda divisão da meiose é interrompida pois, o folículo de Graaf posiciona-se junto da parede do ovário e, devido às enzimas que possui, promove uma rutura na camada de células foliculares permitindo a libertação do oócito II para o exterior do ovário. Depois de libertado do ovário o oócito II é captado pelas franjas das trompas de Falópio, que o encaminham em direção ao útero. Caso o oócito II não seja fecundado, esta célula degenera-se, ocorrendo a menstruação. Já se ocorrer fecundação, a maturação do oócito II completar-se-á. Neste caso, quando o espermatozoide atingir o oócito, este retoma a meiose II e termina-a rapidamente. Forma-se, então, o gâmeta feminino - óvulo- , e uma outra célula - o segundo glóbulo polar-. Mais uma vez, a repartição do citoplasma não ocorrerá de modo equitativo e, enquanto o óvulo inclui uma grande quantidade de citoplasma, o segundo glóbulo polar fica com uma pequena parcela. O destino desta última célula será a degeneração, pois a sua função está terminada - garantir a formação de uma célula haploide com grandes reservas citoplasmática, que possam assegurar o início do desenvolvimento do novo ser.

No ovário permanecem os restos do folículo de Graaf que vão formar um corpo que segrega hormonas e pode degenerar, se não ocorrer fecundação, ou manter-se durante algum tempo, se esse fenómeno se verificar.


A formação de gâmetas é fundamental na reprodução da espécie humana e o facto de esta envolver fenómenos de meiose garante uma grande diversidade de característica. Também o encontro aleatório dos gâmetas- a fecundação- vai promover o aumento da diversidade. No entanto, a meiose pode gerar ocasionalmente alterações no número ou na estrutura dos cromossomas. Estes erros aumentam de frequência nos gâmetas formados numa fase tardia do período fértil da mulher, ou seja, mais perto da menopausa.

 
 
 

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